Ficha técnica do sistema de inteligência artificial.
Versão 1.6 · Fase de testes
Publicada para atender à Resolução CFM nº 2.454/2026, em especial ao direito do médico à informação clara sobre o sistema (art. 3º, II), ao dever de usar apenas sistemas conformes (art. 4º, IV) e à informação do nível de risco (art. 13).
Fase de testes
A Amparus está em fase de testes e esta ficha pode mudar. Quando mudar, publicaremos a nova versão aqui.
Nesta página
Para que serve
Transformar informações já registradas por familiares, cuidadores, profissionais de saúde e pela gestão de organizações de cuidado (acompanhamento diário, rotina, medicações, exames anexados e eventos de saúde) em dois textos de leitura: o resumo periódico do cuidado, para a família e os cuidadores autorizados da rede de cuidado, e o sumário pré-consulta, para o médico.
O sumário pré-consulta também pode ser gerado e lido pela gestão autorizada de uma organização de cuidado (ILPI ou home care) que atende a pessoa, quando a autorização de inteligência artificial vigente nomeia os gestores. O conteúdo e o modo de gerar são os mesmos descritos abaixo.
O que faz
Organiza, sintetiza e apresenta informação que já existe no registro, em ordem cronológica e por tema, indicando nível e tendência.
O que não faz
Não emite diagnóstico. Não sugere hipótese diagnóstica. Não recomenda conduta, exame ou medicação. Não classifica gravidade nem prioridade clínica. Não gera alerta automático a partir de escore. Não substitui avaliação médica.
Como funciona
Modelo de linguagem de larga escala, de terceiro, acessado por intermediário (OpenRouter). Não há treinamento com dados da Amparus; não há ajuste fino; não há modelo proprietário. Antes do envio, os nomes de pessoas são substituídos por marcadores. Nomes de medicamento e tipo de ocorrência clínica são enviados sem mascaramento, porque mascará-los inutilizaria o resumo.
Supervisão humana
Obrigatória e não substituível. O sumário é insumo de leitura; a interpretação e a decisão são inteiramente do médico. A gestão de uma organização de cuidado usa o sumário para organizar o cuidado, e não como base de decisão clínica.
Classificação de risco: MÉDIO
Anexo II, II da Resolução CFM nº 2.454/2026. Justificativa: o sistema apoia decisão clínica relevante mas não a executa de forma autônoma; eventual erro é detectável e corrigível pelo profissional antes de produzir desfecho. A classificação é revista a cada mudança relevante de finalidade ou de grau de autonomia.
Limitações conhecidas
- A qualidade do resumo depende inteiramente da qualidade e da completude do registro feito por pessoas.
- Modelos de linguagem podem produzir afirmações incorretas ou omitir informação relevante. Não presuma que o resumo é exaustivo.
- O registro é feito majoritariamente por leigos, e reflete percepção, não medição.
- Não há wearable, sensor ou coleta automática. Parte dos registros pode ter sido ditada por quem cuida, pelo botão de voz: a fala é transformada em texto e organizada em registros por um modelo de linguagem, e quem cuida confere cada um na tela. Registro falado pode trazer menos detalhe que o feito à mão (por exemplo, uma refeição sem a quantidade informada), e isso aparece como “não informado”. Medicação, sinais vitais e avaliações nunca são registrados por voz.
- Não há validação clínica prospectiva do resumo como instrumento. Ele não é validado como ferramenta diagnóstica ou prognóstica, e não deve ser tratado como tal.
Grau de evidência científica
Os instrumentos que ancoram as perguntas (PHQ-2, GAD-2, AD8, UCLA-3, SNAQ, WHO-5, mMRC, IVCF-20 e a Escala de Bristol) são validados na literatura, isoladamente e para as finalidades para as quais foram criados. A combinação deles no formato da Amparus, e a geração do resumo por modelo de linguagem, não possuem validação clínica própria. Estamos declarando isso deliberadamente.
O questionário pré-consulta é uma triagem DERIVADA do IVCF-20, não o instrumento completo: ficam de fora os blocos de idade, nutrição medida, carga de comorbidades e avaliação familiar, a redação das perguntas é nossa, e a família nunca vê pontuação. Instrumento original: Moraes EN, Carmo JA, Moraes FL, Azevedo RS, Machado CJ, Montilla DER. Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional-20 (IVCF-20): reconhecimento rápido do idoso frágil. Rev Saúde Pública. 2016;50:81 (doi 10.1590/S1518-8787.2016050006963), publicado em acesso aberto sob licença Creative Commons Atribuição.
A consistência das fezes é registrada pelos tipos 1 a 7 da Escala de Bristol (Lewis SJ, Heaton KW. Stool form scale as a useful guide to intestinal transit time. Scand J Gastroenterol. 1997;32(9):920-4), com descrições escritas por nós e sem o cartão ilustrado.
Como falar conosco sobre falhas
Escreva para dpo@amparus.app. A Amparus solicita ao médico que comunique qualquer falha, risco ou uso inadequado observado (art. 7º, §2º da Resolução).
Responsáveis
Encarregado pelo Tratamento de Dados: Gustavo Autran, dpo@amparus.app. É o canal para privacidade, proteção de dados e exercício de direitos.
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